Mais um espetacular artigo sobre a Teoria do Ginocentrismo, do genial filósofo Adam Kostakis. Chegamos então a seu sétimo artigo de um total de doze. Mais abaixo estão os links dos artigos anteriores para aqueles que ainda não leram ou querem se lembrar de tudo o que foi feito até o momento.
Leitura Nº 1: Teoria do Ginocentrismo — Olhando Fixamente para Fora do Abismo
Leitura Nº 2: A Mesma História Repetida
Leitura Nº 3: Refutando o Apelo ao Dicionário
Leitura Nº 4: "Pig Latin"¹ – Brincando com as palavras
Leitura Nº 5: Anatomia de uma Ideologia da Vitimização
Leitura Nº 6: Vinho Velho, Garrafas Novas
Por
Adam Kostakis
Leitura Nº 7
“Eles se orgulhavam de pertencer a um movimento, como algo distinto de um partido, pois sabiam que um movimento não deveria estar vinculado a um programa.” — Hannah Arendt
Na semana passada, vimos como o conceito de
dominação tornou-se uma justificativa para a invasão do despotismo. Esse tipo de coisa não deve ser tomado como surpresa pelos leitores atentos, já que praticamente toda palavra-chave no léxico feminista é utilizada de forma semelhante. Se o termo que está sendo discutido é a
misoginia ou o
estupro ou o
patriarcado, a tendência é a de ampliar o seu significado para cobrir o maior campo semântico possível, praticando o máximo possível de contrabando ideológico dentro de uma túnica de justiça. O efeito de tudo isso na vida real é restringir a autonomia masculina através da criminalização das ações dos homens. As possibilidades sem limites para o branqueamento semântico correspondem a longas penas de prisão e multas muito danosas. A intenção é criminalizar
a norma. Todo movimento que um homem fizer deve causar um arrepio na espinha dele, deve forçá-lo a olhar por cima do ombro, com uma expressão tomada de pânico, perguntando-se: “qual a nova lei que eu infringi?” Os homens estão a viver em um perpétuo estado de vigilância e culpa presumida — uma existência panóptica
1 em que são repetidamente castigados por terem feito o mal. Isto é, de acordo com um padrão moral invasivo e alienígena que eles são convidados a obedecer, não compreender, e certamente, não questionar ou refutar.