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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Natureza Ecológica da Dificuldade


Por Fidelbogen

Há uma ecologia social masculina. Da mesma forma, existe uma ecologia social feminina. Mas antes, há uma ecologia social pura e simples para ambos, um grande círculo que envolve igualmente homens e mulheres, e que transita entre eles. Convenhamos: homens e mulheres vivem no mesmo planeta, suas fisiologias são majoritariamente as mesmas, bebem da mesma água e respiram o mesmo ar, são indispensáveis um ao outro como espécie, e o bem-estar de ambos está interligado em uma infinidade de maneiras que não precisamos ter a esperança de desvendá-las.

E sim, as feministas gostam de trombetear a idéia de que as mulheres são o sexo “ecológico”, aquele que encarna as virtudes de parentesco, de interdependência, de intuição, de sentimento holístico e assim por diante. Eu vou omitir “as mulheres” da discussão aqui, mas eu não posso perder a ironia monumental de que não há nada ecológico no feminismo, o qual sua práxis holística tem sido completamente feminino-solipsista, para não falar de supremacista. Por toda a sua retórica verde, o movimento das mulheres tem persistentemente agido alheio à natureza sexualmente interdependente de bem-estar humano.

Veja bem, o bem-estar das mulheres não é uma caminhonete Monster 4X a qual você pode dirigir em qualquer lugar que quiser, derrubando cercas e canteiros, e passando por cima do bem-estar dos homens, como se tal coisa existisse. Não, você não pode destruir metade de uma ecologia social, sem repercussão sobre a outra metade. Perdoe-me por insistir no óbvio, mas você não pode envenenar apenas metade de um poço. O veneno irá se espalhar rapidamente para a outra metade, e quando isso acontecer, você não pode culpar essa metade pelas conseqüências. Se você jogou o veneno dentro do poço, então VOCÊ é a única culpada.

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CF, Fidelbogen. The Ecological Nature of the Difficulty. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/02/the-ecological-nature-of-difficulty.html>. Acesso em 15 novembro 2013.

Tradução atualizada em: 23 abril 2014.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Sem o Feminismo Radical, não Haveria, absolutamente, nenhum Feminismo


Por Fidelbogen

Quando você expõe o feminismo radical à luz solar desinfetante do olhar do mundo, pelo menos, em teoria, você o mata. E você mata o resto do feminismo também. Os feminismos moderados devem sua existência à existência do feminismo radical. O feminismo radical é o elemento motriz que mantém TODO o feminismo, dinâmico. Subtraia o feminismo radical do resto do feminismo, e ele cresceria anêmico e desprovido de finalidade, e finalmente, desapareceria.

Isso lança uma luz instrutiva sobre o clichê de que “nem todas as feministas são assim”. Veja você, não é mesmo necessário que todas as feministas sejam “assim”, contanto que algumas feministas sejam. Basta apenas isso. O feminismo em conjunto ara seu sulco destrutivo pelo mundo pelo trabalho combinado de todos os feministas — mesmo os moderados. Mas os radicais são a verdadeira força motriz, dispostos a conduzir o empreendimento em direção a fronteiras inimagináveis. Os moderados, quer eles admitam ou não, servem principalmente para camuflagem, porque não importa o quão longe os radicais desafiem os limites, os moderados sempre irão parecer comparativamente razoáveis — como “bons policiais” nesse jogo imutável.

Compreenda, os feministas moderados não são muito de desafiar limites. Isso é o que os radicais fazem. Mas quando o limite, de fato, é desafiado, pode-se sempre contar com os moderados para preencher o espaço que os radicais insistentes abriram para eles. A corrente dominante está sempre migrando para uma direção mais radical, e por isso o futuro do feminismo liberal é sempre radical.

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CF, Fidelbogen. Without Radical Feminism, There Would be no Feminism at All. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/02/without-radical-feminism-there-would-be.html>. Acesso em 14 novembro 2013.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Morte aos Chavões Feministas!


Por Fidelbogen

Quase todo o jargão do feminismo deveria parar numa lata de clichês. Palavras soltas como “misoginia”, “patriarcado” e “igualdade” são usadas de uma forma mistificacionária, uma vez que o interlocutor sempre os emprega com liberdade criativa. Acho que as pessoas que apregoam esses termos, ou lhes falta clareza em suas mentes sobre o que elas estão dizendo, ou tentam, por motivos escusos, confundir uma coisa com outra coisa.

A palavra “misoginia” vai servir como um excelente exemplo. Praticamente nunca mais ela voltou a ser utilizada honestamente, e se tornou tipicamente uma forma de difamar ou silenciar indivíduos ou grupos que são considerados ter opiniões erradas sobre determinados temas. Mais vezes do que o contrário, as pessoas usam essa palavra como algo a esconder.

Como um exercício de higiene semântica e probidade intelectual, as pessoas deveriam repensar o uso desta palavra e até mesmo fazer um pouco de introspecção se isso for necessário. Toda vez que elas sentirem vontade para soltar um “misoginia” ou “misógino” em sua comunicação, elas devem parar e pensar cuidadosamente a respeito do que elas estão realmente tentando comunicar. Em seguida, elas devem escolher, entre a miscelânea de significados possíveis, um item que mapeie com precisão o seu pensamento real, e usar ou um termo exato ou uma frase curta descritiva para transmitir isso. Tal exercício pode forçar as pessoas a pensar fora da caixa, e pelo menos vai mantê-las no bom caminho. 

Levando isso para um nível ainda mais alto, por que não aplicar uma moratória sobre TODO o uso de “misoginia” ou seus derivados? O mesmo vale para quase todas as palavras-chave no léxico feminista. Afinal, estes são clichês, então por que não dar-lhes um descanso?

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Fidelbogen. Death to Feminist Buzzwords! Tradução de A. Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/02/death-to-feminist-buzzwords.html>. Acesso em 13 novembro 2013. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O que Deve ser Feito a respeito do Supremacismo Feminino?


Por  Fidelbogen

O feminismo, como sabemos, significa a mesma coisa que supremacismo feminino: esses termos são intercambiáveis de uma forma que poderiam muito bem ser algébricos. E o supremacismo feminino pode ser definido como a idéia de que a supremacia feminina deve ser instituída na prática. No entanto, eu gostaria de alertar a todos de que qualquer esforço para estabelecer a supremacia feminina como uma realidade viva acabará saindo pela culatra — e não apenas por sobre o feminismo e as feministas, mas sobre as mulheres em geral. E as consequências certamente serão feias: o “poder feminino” não vai ser tão divertido para as meninas como alguns querem acreditar. Em vez disso, dará origem a um mundo estressante, mesquinho e perigosamente hostil — um mundo roto, um mundo sem amor, um mundo de desolação moral a perder de vista.

E muitas mulheres, as quais eu chamo de “mulheres com consciência”, estão profundamente cientes de que isto é o que o futuro nos reserva, a menos que sejam tomadas medidas, e que em breve, as coisas se invertam. É para essas mulheres, em particular, que dirijo a pergunta crucialmente importante: “O que vocês sugerem fazer sobre isso?”

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Fidelbogen. What is to be Done About Female Supremacism? Tradução de A. Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/02/what-is-to-be-done-about-female.html>. Acesso em 12 novembro 2013.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Questões de Confiança e Planos Feministas


Por Fidelbogen

Os homens não podem mais razoavelmente confiar nas mulheres: essa é uma realidade de importância subestimada hoje em dia, e eu culpo o feminismo por isso acontecer. Não é uma situação saudável, tenho certeza que você vai concordar, mas, dada a disposição do atual sistema jurídico, toda mulher é uma traidora em potencial de todo homem, e nenhum homem com algum auto-respeito ou algum entendimento para sua própria segurança não pode se dar ao luxo de ignorar isso.

Dito duma forma simples, os homens agora são cidadãos de segunda classe, de modo que não é razoável exigir uma atitude de primeira classe deles, não é? Não é razoável exigir que eles se importem, não é? As feministas adoram bater o gongo sobre a questão da “misoginia”, mas eu gostaria de manter o feminismo como o responsável, acima de todas as outras forças, pela criação de misoginia, por ter promovido as condições que garantiram o crescimento natural da mesma.

Os homens não podem mais razoavelmente confiar nas mulheres, enquanto simultaneamente vermos muitas mulheres se corrompendo pelo “empoderamento” que o feminismo tem garantido em seu nome. Não é preciso de modo algum um cérebro para entender que isso nunca vai promover uma atitude amorosa, pelos homens, para com as mulheres. Pelo contrário, só pode alimentar uma espiral de animosidade em ambos os lados. Mas as feministas desejam ver esta mesma coisa acontecendo. Para elas, isso tem uma importância vital, pois mantém o seu culto vivo.

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Fidelbogen. Trust Issues and Feminist Plans. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com.br/2013/02/trust-issues-and-feminist-plans.html>. Acesso em 11 novembro 2013.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Crescimento do Mal-Estar entre os Sexos


Por Fidelbogen

O feminismo não tem dado razões para incentivar o crescimento da inteligência moral entre as mulheres em geral, mas, todos os motivos para incentivar o contrário — e culpar os homens pela disfuncionalidade social que se segue.

E o vazio do discurso edificante do feminismo se funde perfeitamente com a propensão humana a ser preguiçosa e desonesta. Esta propensão é comum a ambos, homens e mulheres, mas aqui a tendência é unilateralmente incentivada entre a população feminina: as mulheres são levadas a acreditar que nunca fazem nada de errado, enquanto os homens sofrem uma construção adversa por qualquer palavra ou ação.

Por todas estas razões, não é de admirar que muitos homens analisem as mulheres no conjunto e as vejam como ovelhas cúmplices na melhor das hipóteses, e como odiadoras de homens feministicamente aficionadas, na pior das hipóteses. É uma combinação de fatores que só pode gerar misoginia. Sim: sob certas condições o mofo cresce. Do mesmo modo, sob certas condições a misoginia irá crescer. Dadas as condições necessárias, podemos prever cada consequência.

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Fidelbogen. The Growth of Ill-Feeling Between the Sexes. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/02/the-growth-of-ill-feeling-between-sexes.html>. Acesso em 08 novembro 2013. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Feminismo na Espanha: O Regresso à Inquisição


O autor e apresentador Daniel Estulin do programa “Desde la Sombra” da televisão on-line russa RT (Russia Today) entrevistou o ex-juiz, e agora, advogado, Francisco (Paco) Serrano Castro. No programa de ontem (06/11), Estulin entrevistou aquele quem ele afirma ser “o único homem que ousou enfrentar os grupos de prisão nazifeministas”. O tema do programa foi a lei de violência de gênero e as consequência nefastas para os homens e para as crianças.

“Um milhão de denúncias falsas; mais de 50.000 pais inocentes nas prisões espanholas; mais de 200.000 pais privados do direito de pai para crianças que são dadas como órfãs...” 

A Espanha está passando por um processo que viola os direitos de sua população masculina. Para Estulin, esse processo parece irreversível. Existe um sistema legal que permite anular e infringir a presunção de inocência de milhares de homens processados e/ou condenados pelo simples fato de serem homens. Pode haver tal situação no século XXI? Daniel Estulin afirma que: “é um problema que não pode ser trazido a público, porque na Espanha o crucificam”. Bem-vindos ao Renascimento da Inquisição!

Eu só peço um favor à meia dúzia de pessoas que lêem este blog: Assistam a este espetacular programa e compartilhem-no em todos os lugares possíveis.

Muito obrigado.



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Disponível em: <http://actualidad.rt.com/programas/desde_la_sombra/view/110506-feminismo-espana-regreso-inquisicion>

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O “Bom” é Separável do Feminismo



As nobres ou respeitáveis peças do feminismo não compõem a alma do feminismo porque não pertencem quintessencialmente ao feminismo. Em vez disso, elas pertencem ao mundo em geral, ao universo do discurso humanista liberal, ao corpo da opinião tradicional sobre o jogo limpo, à decência comum, e afins. E se estas fossem desprendidas do feminismo, elas poderiam muito bem navegar sob sua própria bandeira. Certamente, elas não exigem um cognome ultramoderno como “feminismo”. E ainda assim elas obscurecem a presença vital daquele OUTRO feminismo, o tipo não-agradável, que opera apenas para impulsionar a agenda feminino-supremacista. 

Já posso ouvir um grito de protesto. “Não, isso NÃO é o que o feminismo realmente é!”

E eu respondo: “Azar o seu. Você teve ANOS para contar ao mundo o que o feminismo realmente é. Agora é o mundo que diz ao feminismo o que o feminismo realmente significa”. 


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Fidelbogen. The "Good" is Separable From Feminism. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/02/the-good-is-independant-of-feminism.html>. Acesso em 06 novembro 2013.  

sábado, 2 de novembro de 2013

Feministas e Tradicionalistas são Gêmeos Naturais


Por Fidelbogen

O lado obscuro da natureza feminina é rotineiramente varrido para debaixo do tapete, ou justificado, ou “enfeitado” de várias maneiras. Tal comportamento justificado (chamado muitas vezes de uma forma solta de “cavalheirismo”) tem raízes profundas na cultura em geral. Claramente, então, é muito anterior à década de 1960, quando então o regime radical feminista atual começou.

E esse regime feminista em si é muito mais um desdobramento da cultura historicamente existente do que qualquer outra coisa. Ele não se popularizou na humanidade assim do nada; ele cresceu a partir do que existia. E assim o princípio feminista de que as mulheres nunca fazem nada de errado se baseia na mesma ordem cavalheiresca “patriarcal” da qual ela surgiu. Ela se baseia no ginocentrismo profundo-estrutural da tradição do “açúcar e especiarias”* e perpetua essa tradição de forma dissimulada.

O feminismo não visa encerrar o assim chamado patriarcado, mas transformá-lo em algo controlado, primeiramente, por homens e mulheres feministas e, em segundo lugar, por “Cavaleiros Brancos” ginocentristas provenientes das fileiras dos tradicionalistas. Por fim, o grupo no meio do fogo cruzado será o daqueles homens que, qualquer que seja a combinação de métodos, estarão minimizando o controle feminino sobre suas vidas. Feministas e tradicionalistas ambos nutrem um antagonismo natural para com esse grupo.

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Nota do Tradutor:

"açúcar e especiarias": Refere-se a uma cantiga de roda que data do início do século XIX, atribuída ao poeta inglês Robert Southey, que dizia que meninas são feitas de açúcar e especiarias e tudo que há de bom, enquanto que os meninos são feitos de sapos, caracóis e rabos de cães. Vejamos a letra no original:

"What are little girls made of ? 
Sugar and spice, and all things nice, 
that's what little girls are made of. 

What are little boys made of ? 

Frogs and snails, and puppy dogs tails, 
that's what little boys are made of"

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Fidelbogen. Feminists and Traditionalists are Natural Bedfellows. Tradução e notas de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/02/feminists-and-traditionalists-are.html>. Acesso em: 02 nov. 2013.