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sábado, 9 de abril de 2011

Como Lidar com Táticas de Constrangimento!


Num certo dia do ano passado, eu pesquisava na net algo que falava sobre direitos dos homens, e, sem querer, acabei encontrando um artigo em um site dos EUA que falava em como lidar com “táticas de constrangimento”. Copiei e colei esse artigo nos “arquivos diversos” do meu notebook, para depois lê-lo. Mas, esqueci desse arquivo. Foi só então que há poucas semanas, encontrei o artigo e o traduzi, acrescentando alguns poucos exemplos e fazendo algumas adaptações ao nosso idioma ou em algo que eu achava repetitivo ou desnecessário.

O Catálogo de Táticas de Constrangimento Antimasculinas

Por Exposing Feminism

From http://menforjustice.net/;-

Bem, as táticas de constrangimento mostram o comportamento histriônico feminino em não querer discutir as coisas usando a lógica. Contudo, as mulheres não são as únicas culpadas de usar essas táticas contra os homens. Homens ginocêntricos também as usam.

As táticas de constrangimento são dispositivos destinados a provocar a insegurança emocional, vergonha ou falsa culpa em um homem e assim, encerrar o debate. Elas são utilizadas para abster qualquer crítica às mulheres, e demonizar os homens que questionam o comportamento feminino. A maioria dessas táticas (se não, todas) são, na verdade, ataques “ad hominem”.

Enfim, pode ser útil categorizar as principais táticas de constrangimento que são usadas ​​contra os homens sempre que surge uma discussão sobre o feminismo, sobre os problemas dos homens, romances, etc. A lista a seguir contém descrições de táticas de constrangimento, alguns exemplos de citações empregando as táticas, e até mesmo codificadas por cores comuns para fins mnemônicos. Aproveite.

[NT: Antes de qualquer coisa, NÃO sou otimista a ponto de acreditar que as evidências, as tentativas de convencer as mulheres, usando a lógica ou a observação e a experiência, de que determinado ponto de vista ou comportamento adotado por elas está equivocado, vão trazê-las (e trazer os homens que pensam como elas) para o “nosso lado”. Sabemos que muitas mulheres se acham superioras aos homens, inclusive, moralmente falando. Elas sempre acham que estão certas, independentemente do que acreditam. Prefiro não discutir a dar atenção a elas, pois no fundo, é isso que elas querem.]

Acusação: Irritabilidade (Código Vermelho)

Na discussão: O “homem-alvo” é acusado de ter problemas em controlar sua raiva e que as emoções negativas que ele tem são consideradas injustificáveis. Vejamos alguns exemplos:

“Você é amargo demais!”
“Você precisa superar essa raiva que tem de mulher.”
“Você é tão negativo!”

Note que os ataques se parecem e se repetem no cotidiano.

Resposta à pessoa acusadora: A raiva é uma emoção legítima em face da injustiça. É importante lembrar que a aceitação passiva do mal não é uma virtude.


Acusação de Covardia (Código Amarelo)

Discussão: O homem-alvo é acusado de ter um medo injustificável de interação com as mulheres. Exemplos:

“Você precisa superar seu medo de mulher.”
“Cresça. Está na hora de se casar e virar homem!” 
“Você tem medo de mulher bonita!”

Resposta: É importante lembrar que há uma diferença entre coragem e estupidez. Os únicos riscos que as pessoas sensatas se atrevem a tomar são riscos calculados. É seu direito pesar os custos e benefícios de tais riscos. Fazendo uma análise custo-benefício, muitos homens estão descobrindo hoje que as mulheres estão deixando muito a desejar.


Acusação: Hipersensibilidade (Código Azul) A Acusação "bebê chorão"

Discussão: O homem-alvo é acusado de ser “reclamão” ou exagerar os seus problemas. Exemplos:

"Páre de reclamar!"
“Supere isso!”
“Agüente que nem homem, rapaz!”
“As mulheres sofrem mais que os homens.”
“Você tem um ego fraco!”
“Só vejo homem reclamar das mulheres e da sua própria situação nessa ‘comunidade’...”
“Seu problema não é nada. É só praticar musculação.”

Resposta: Aquela pessoa que usa essa tática revela uma indiferença insensível para com a humanidade dos homens e suas dificuldades. [N. do T.: Repare que esse tipo de acusação ou de cobrança é muito utilizada até por pessoas que se dizem masculinistas]. Pode ser interessante você, ao enfrentar a pessoa acusadora, perguntar se determinado problema de um homem, tem que ser resolvido ou não, por menor que possa parecer esse problema. Se ela responder que não, seria interessante você perguntar por que algum homem iria se preocupar algum dia com o bem-estar dessa pessoa que está acusando, já que ela já demonstrou que não haveria a recíproca. Se a acusadora afirma ser incapaz de fazer algo sobre o problema, então, pergunte a acusadora por que é necessário atacar aqueles que estão fazendo algo a respeito.


Acusação de Puerilidade (Código Verde) A acusação Peter Pan

Discussão: O homem é acusado de ser imaturo e/ou irresponsável, de alguma maneira que reflita seriamente sobre o seu status de adulto do sexo masculino.
Exemplos:

"Cresça!"
"Você é tão imaturo!"
"Você ainda mora com sua mãe?"
"Eu não estou interessado em “guris”. Eu estou interessado em homens de verdade."
"Os homens estão fugindo da responsabilidade dada por Deus, de se casar e ter filhos."

Resposta: Deve ser lembrado que a própria história sexual, estado civil, situação dos pais etc. não são indicadores confiáveis de maturidade e responsabilidade. Se assim fosse, então nunca que iríamos ouvir falar de divórcio, sexo na adolescência, gravidez não planejada, casos extraconjugais etc.


Acusação de Periculosidade (Código Laranja)  Acusação de Grande Ameaça

Discussão: O homem é acusado de ser uma ameaça, de alguma maneira indefinida. Essa acusação pode ser feita com a tentativa de censurar o alvo.
Exemplos:

"Você é assustador."
"Você me faz sentir medo."

Resposta: Pode ser construtivo salientar que apenas fanáticos e tiranos têm medo de ter a verdade expressa a eles. Podemos também perguntar por que algumas mulheres acham que podem lidar com papéis de liderança se elas são tão ameaçadas por um legítimo homem que exerce sua liberdade de expressão.


Acusação de Racionalização (Código Púrpura) — A acusação "uvas verdes"

Discussão: O homem é acusado de ocultar seus próprios fracassos e/ou insatisfação, culpando às mulheres por seus problemas.
Exemplo:

"Você só é amargo porque você não transa. Porque não ‘pega’ ninguém."

Resposta: Neste caso, é preciso perguntar se realmente importa como se chega à verdade. Em outras palavras, pode-se perguntar à pessoa acusadora, "e se realmente as uvas estão verdes”? De qualquer forma, essa tática de constrangimento é um exemplo do que é chamado de "ad hominem circunstancial". As circunstâncias que levam um homem a afirmar ou defender alguma afirmação nada tem a ver com a verdade e a falsidade da proposição defendida.


Acusação de Fanatismo (Código Marrom) — A acusação Camisas marrons

Discussão: O homem é acusado de ser um intolerante, de ter ideologia extremista ou de ter um ponto de vista ignorante.
Exemplos:

"Você é um daqueles malucos de extrema-direita".
"Você é um extremista"
"Você parece um nazista". (Acreditem. Até disso o homem é chamado.)
"... mais um anti-feminista"

Resposta: Deve-se lembrar que a verdade não é determinada pelo número de pessoas que a defendem. Quer queiram quer não, certas idéias estão fora da tendência dominante. A conclusão correta também não é necessariamente alcançada adotando alguma posição intermediária entre dois pontos de vista opostos (ou seja, utilizando-se da falácia lógica do "falso compromisso"). Esse tipo de falso compromisso é muito adotado pelo pessoal politicamente correto.


Acusação de Falta de Virilidade (Código Lavanda) 

Discussão: A orientação sexual do homem ou a masculinidade dele é posta em questão.
Exemplos:

"Você é gay?"
"Eu preciso de um homem de verdade, não um frouxo."
"Você é um covarde."

Resposta: A menos que se esteja discutindo com religiosos conservadores, geralmente é de pouca importância se um homem hetero deixa que seus acusadores duvidem de sua orientação sexual.


Acusação de Generalização (Código Cinza)

Discussão: O homem é acusado de fazer generalizações indevidas ou apoiar estereótipos sobre as mulheres.
Exemplos:

"Eu não sou assim!"
"Páre de generalizar!"
"Isso é um estereótipo machista!"

Resposta: Pode-se destacar que as feministas e muitas outras mulheres fazem generalizações sobre os homens. Pode-se provar isso facilmente, observando as citações corriqueiras das feministas. Além disso, deve-se observar que apontar para uma tendência não é o mesmo que generalizar. Embora nem todas as mulheres possam ter uma determinada característica, uma quantidade significativa delas pode.


Acusação de Misoginia (Código Preto)

Discussão: O homem é acusado de apresentar algum tipo de ódio ou aversão a uma mulher em particular ou a mulheres em geral.
Exemplos:

"Você é um misógino imbecil!"
"Por que você odeia as mulheres?"
"Você ama sua mãe?"
"Você é insensível ao sofrimento das mulheres."
"Você é mau caráter."
"Você vê as mulheres como capachos."
"Você quer reverter os direitos das mulheres!"
"Você vai me fazer chorar."


Resposta: Pode-se perguntar a pessoa acusadora se ser pró-masculino significa, necessariamante, ser anti-feminino (especialmente porque que as feministas afirmam que, muitas vezes, os ganhos e perdas, respectivamente, para os homens e mulheres não se anulam). O homem-alvo da acusação também pode pedir a pessoa acusadora, o que ela diz, sobre existirem mulheres concordarem com pontos de vista do homem-alvo. Essa tática de constrangimento muitas vezes integra as falácias lógicas do "argumentum ad misericordiam " (ou seja, a argumentação com base na compaixão pelas mulheres) e/ou "argumentum in terrorem" (isto é, é uma falácia em que uma pessoa tenta incentivar apoio a sua idéia propagandeando o medo e o preconceito contra o concorrente em questão. É o chamado “apelo ao medo”).


Acusação de Instabilidade (Código Branco) — Acusação "quarto branco acolchoado"

Discussão: O homem é acusado de ser emocionalmente ou mentalmente instável. Exemplos:

"Você é instável."
"Você tem problemas."
"Você precisa de terapia."
"Maluco!"

Resposta: Em resposta a este ataque, pode-se apontar para estas críticas “altamente analisadas” (risos) pela pessoa acusadora e, em seguida, perguntar a própria pessoa se a condição mental e/ou emocional do homem-alvo pode explicar a existência da investigação válida sobre o assunto.


Acusação de Egoísmo (Código Prata)

Discussão: Este ataque é auto-explicativo. É uma acusação comum atirada nos homens que não querem ser incomodados com perseguições românticas.
Exemplos:

"Você é tão materialista."
"Você é tão ambicioso."

Resposta: Pode ser benéfico jogar a acusação de volta, “pressionando” a acusadora. Por exemplo, pode retrucar: "Então você está dizendo que eu não deveria gastar meu dinheiro em mim mesmo, mas deveria antes, gastá-lo em uma mulher como você, que me acusa de ser egoísta? É isso que você quer de mim?”


Acusação de Superficialidade (Código dourado) — A acusação "tudo que reluz"

Discussão: A acusação de superficialidade é geralmente lançada em relação às preferências sexuais do homem.
Exemplos:

"Você só “pega” prostitutas, mesmo ..."
"Como você pode ser tão superficial em NÃO querer se relacionar com ela só porque é uma mãe solteira?"
“Você diz ser bonzinho mas, por que não dá valor às medianas em vez de querer só mulher bonita?”

Resposta: Mulher de aparência mediana pode ser tão problemática em seu comportamento quanto a mulher bonita. Na hora da vultosa pensão alimentícia, a questão de ser mediana ou bonita, fará pouca diferença. Sobre a superficialidade das mulheres, a mídia fornece inúmeros exemplos onde as mulheres fazem mesquinhas exigências aos homens (ou seja, uma lista gigantesca de coisas que um homem deverá ou não fazer para sua namorada ou esposa).


Acusação de Repulsa (Código vermelho) — A acusação "marrom-claro feio"

Discussão: O homem-alvo é acusado de não ter nenhum potencial romântico (exemplos: status social, beleza acima da média, profissão de prestígio etc.) no momento em que as mulheres estão em “check” numa discussão. Na hora em que elas estão encurraladas, aí começam os ataques pessoais novamente.
Exemplos:

“Ninguém vai querer namorar um cara feio e magrelo como você.”
"Eu aposto que você é gordo e feio".
"Você não pode chegar nela. Ela é muita ‘areia para o seu caminhãozinho’!"
"Imbecil!"
"Você é um perdedor!"
"Você já pensou que o problema é seu e não dela (ou das mulheres)?"

Resposta: Este é outro exemplo de "ad hominem circunstancial." Os “valores agregados” do homem-alvo, ou seja, seu potencial romântico, em última análise não reflete sobre o mérito dos seus argumentos. Isto é, o fato do homem ser feio ou ter pouco potencial romântico não invalida seus argumentos.


Acusação: Derrotismo (Código rosado)

Discussão: Esta tática de constrangimento é semelhante à acusação de irascibilidade e a acusação de covardia, em que a pessoa acusadora ataca uma suposta atitude negativa ou cautelosa do homem-alvo em uma situação. No entanto, o foco aqui não é a raiva do homem-alvo ou seu medo, mas a suposta atitude de renúncia desse homem-alvo.

Exemplos:

"Pare de ser tão negativo."
"Você é muito cínico."
“Só vejo você reclamar...”
"Se você se recusar a lidar com mulheres ou a se relacionar com elas, então você está admitindo a derrota."
“Vamos lá, cara! Homens não desistem ".


Resposta: O ataque de derrotismo pode ser derrubado, explicando que se está apenas sendo realista sobre a situação. Além disso, pode-se apontar que a atitude dos homens que aceitam o comportamento nocivo das mulheres e da sociedade, essa sim é a verdadeira atitude derrotista. Muitos homens não perderam a sua vontade. O que muitos perderam foi a paciência.


Ameaça de Carinho Retido (Código Rosa) — O chicote rosa

Discussão: O homem-alvo é advertido de que seus pontos de vista ou seu tipo de comportamento farão com que as mulheres rejeitem-no como homem.
Exemplos:

"Nenhuma mulher vai casar com você, com essa atitude."
"Com esse pensamento imbecil, você nunca vai transar. Nunca vai pegar mulher!"
“Tanto tempo desperdiçado tornando-se um homem repelente.”

Resposta: Este é um exemplo da falácia lógica "argumentum ad baculum" (o "apelo à força"). A pessoa acusadora tenta negar a validade de uma posição, apontando para alguma circunstância indesejável na pessoa que defende tal posição. Realmente, a única maneira de lidar com essa tática de constrangimento é perceber que a felicidade de um homem e o seu valor não se baseiam em suas conquistas românticas (incluindo o casamento).

__________
From  http://menforjustice.net/;-‘The Catalogue of Anti-Male Shaming Tactics’. Tradução e adaptação de Charlton Heslich Hauer. [S.l]: Exposing Feminism, 2007. Disponível em: <http://exposingfeminism.wordpress.com/shaming-tactics/>. Acesso em: 16 janeiro 2013.


Nota do Tradutor:
Algumas novas categorias de Linguagem de Constrangimento recém-definidas e incluídas aqui: http://sexoprivilegiado.blogspot.com.br/2013/01/adicoes-ao-catalogo-de-taticas-de-constrangimento-antimasculinas.html

Atualizado em 01 abril 2013.

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