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sábado, 9 de abril de 2011

Como Lidar com Táticas de Constrangimento!


Num certo dia do ano passado, eu pesquisava na net algo que falava sobre direitos dos homens, e, sem querer, acabei encontrando um artigo em um site dos EUA que falava em como lidar com “táticas de constrangimento”. Copiei e colei esse artigo nos “arquivos diversos” do meu notebook, para depois lê-lo. Mas, esqueci desse arquivo. Foi só então que há poucas semanas, encontrei o artigo e o traduzi, acrescentando alguns poucos exemplos e fazendo algumas adaptações ao nosso idioma ou em algo que eu achava repetitivo ou desnecessário.

O Catálogo de Táticas de Constrangimento Antimasculinas

Por Exposing Feminism

From http://menforjustice.net/;-

Bem, as táticas de constrangimento mostram o comportamento histriônico feminino em não querer discutir as coisas usando a lógica. Contudo, as mulheres não são as únicas culpadas de usar essas táticas contra os homens. Homens ginocêntricos também as usam.

As táticas de constrangimento são dispositivos destinados a provocar a insegurança emocional, vergonha ou falsa culpa em um homem e assim, encerrar o debate. Elas são utilizadas para abster qualquer crítica às mulheres, e demonizar os homens que questionam o comportamento feminino. A maioria dessas táticas (se não, todas) são, na verdade, ataques “ad hominem”.

Enfim, pode ser útil categorizar as principais táticas de constrangimento que são usadas ​​contra os homens sempre que surge uma discussão sobre o feminismo, sobre os problemas dos homens, romances, etc. A lista a seguir contém descrições de táticas de constrangimento, alguns exemplos de citações empregando as táticas, e até mesmo codificadas por cores comuns para fins mnemônicos. Aproveite.

[NT: Antes de qualquer coisa, NÃO sou otimista a ponto de acreditar que as evidências, as tentativas de convencer as mulheres, usando a lógica ou a observação e a experiência, de que determinado ponto de vista ou comportamento adotado por elas está equivocado, vão trazê-las (e trazer os homens que pensam como elas) para o “nosso lado”. Sabemos que muitas mulheres se acham superioras aos homens, inclusive, moralmente falando. Elas sempre acham que estão certas, independentemente do que acreditam. Prefiro não discutir a dar atenção a elas, pois no fundo, é isso que elas querem.]

Acusação: Irritabilidade (Código Vermelho)

Na discussão: O “homem-alvo” é acusado de ter problemas em controlar sua raiva e que as emoções negativas que ele tem são consideradas injustificáveis. Vejamos alguns exemplos:

“Você é amargo demais!”
“Você precisa superar essa raiva que tem de mulher.”
“Você é tão negativo!”

Note que os ataques se parecem e se repetem no cotidiano.

Resposta à pessoa acusadora: A raiva é uma emoção legítima em face da injustiça. É importante lembrar que a aceitação passiva do mal não é uma virtude.


Acusação de Covardia (Código Amarelo)

Discussão: O homem-alvo é acusado de ter um medo injustificável de interação com as mulheres. Exemplos:

“Você precisa superar seu medo de mulher.”
“Cresça. Está na hora de se casar e virar homem!” 
“Você tem medo de mulher bonita!”

Resposta: É importante lembrar que há uma diferença entre coragem e estupidez. Os únicos riscos que as pessoas sensatas se atrevem a tomar são riscos calculados. É seu direito pesar os custos e benefícios de tais riscos. Fazendo uma análise custo-benefício, muitos homens estão descobrindo hoje que as mulheres estão deixando muito a desejar.


Acusação: Hipersensibilidade (Código Azul) A Acusação "bebê chorão"

Discussão: O homem-alvo é acusado de ser “reclamão” ou exagerar os seus problemas. Exemplos:

"Páre de reclamar!"
“Supere isso!”
“Agüente que nem homem, rapaz!”
“As mulheres sofrem mais que os homens.”
“Você tem um ego fraco!”
“Só vejo homem reclamar das mulheres e da sua própria situação nessa ‘comunidade’...”
“Seu problema não é nada. É só praticar musculação.”

Resposta: Aquela pessoa que usa essa tática revela uma indiferença insensível para com a humanidade dos homens e suas dificuldades. [N. do T.: Repare que esse tipo de acusação ou de cobrança é muito utilizada até por pessoas que se dizem masculinistas]. Pode ser interessante você, ao enfrentar a pessoa acusadora, perguntar se determinado problema de um homem, tem que ser resolvido ou não, por menor que possa parecer esse problema. Se ela responder que não, seria interessante você perguntar por que algum homem iria se preocupar algum dia com o bem-estar dessa pessoa que está acusando, já que ela já demonstrou que não haveria a recíproca. Se a acusadora afirma ser incapaz de fazer algo sobre o problema, então, pergunte a acusadora por que é necessário atacar aqueles que estão fazendo algo a respeito.


Acusação de Puerilidade (Código Verde) A acusação Peter Pan

Discussão: O homem é acusado de ser imaturo e/ou irresponsável, de alguma maneira que reflita seriamente sobre o seu status de adulto do sexo masculino.
Exemplos:

"Cresça!"
"Você é tão imaturo!"
"Você ainda mora com sua mãe?"
"Eu não estou interessado em “guris”. Eu estou interessado em homens de verdade."
"Os homens estão fugindo da responsabilidade dada por Deus, de se casar e ter filhos."

Resposta: Deve ser lembrado que a própria história sexual, estado civil, situação dos pais etc. não são indicadores confiáveis de maturidade e responsabilidade. Se assim fosse, então nunca que iríamos ouvir falar de divórcio, sexo na adolescência, gravidez não planejada, casos extraconjugais etc.


Acusação de Periculosidade (Código Laranja)  Acusação de Grande Ameaça

Discussão: O homem é acusado de ser uma ameaça, de alguma maneira indefinida. Essa acusação pode ser feita com a tentativa de censurar o alvo.
Exemplos:

"Você é assustador."
"Você me faz sentir medo."

Resposta: Pode ser construtivo salientar que apenas fanáticos e tiranos têm medo de ter a verdade expressa a eles. Podemos também perguntar por que algumas mulheres acham que podem lidar com papéis de liderança se elas são tão ameaçadas por um legítimo homem que exerce sua liberdade de expressão.


Acusação de Racionalização (Código Púrpura) — A acusação "uvas verdes"

Discussão: O homem é acusado de ocultar seus próprios fracassos e/ou insatisfação, culpando às mulheres por seus problemas.
Exemplo:

"Você só é amargo porque você não transa. Porque não ‘pega’ ninguém."

Resposta: Neste caso, é preciso perguntar se realmente importa como se chega à verdade. Em outras palavras, pode-se perguntar à pessoa acusadora, "e se realmente as uvas estão verdes”? De qualquer forma, essa tática de constrangimento é um exemplo do que é chamado de "ad hominem circunstancial". As circunstâncias que levam um homem a afirmar ou defender alguma afirmação nada tem a ver com a verdade e a falsidade da proposição defendida.


Acusação de Fanatismo (Código Marrom) — A acusação Camisas marrons

Discussão: O homem é acusado de ser um intolerante, de ter ideologia extremista ou de ter um ponto de vista ignorante.
Exemplos:

"Você é um daqueles malucos de extrema-direita".
"Você é um extremista"
"Você parece um nazista". (Acreditem. Até disso o homem é chamado.)
"... mais um anti-feminista"

Resposta: Deve-se lembrar que a verdade não é determinada pelo número de pessoas que a defendem. Quer queiram quer não, certas idéias estão fora da tendência dominante. A conclusão correta também não é necessariamente alcançada adotando alguma posição intermediária entre dois pontos de vista opostos (ou seja, utilizando-se da falácia lógica do "falso compromisso"). Esse tipo de falso compromisso é muito adotado pelo pessoal politicamente correto.


Acusação de Falta de Virilidade (Código Lavanda) 

Discussão: A orientação sexual do homem ou a masculinidade dele é posta em questão.
Exemplos:

"Você é gay?"
"Eu preciso de um homem de verdade, não um frouxo."
"Você é um covarde."

Resposta: A menos que se esteja discutindo com religiosos conservadores, geralmente é de pouca importância se um homem hetero deixa que seus acusadores duvidem de sua orientação sexual.


Acusação de Generalização (Código Cinza)

Discussão: O homem é acusado de fazer generalizações indevidas ou apoiar estereótipos sobre as mulheres.
Exemplos:

"Eu não sou assim!"
"Páre de generalizar!"
"Isso é um estereótipo machista!"

Resposta: Pode-se destacar que as feministas e muitas outras mulheres fazem generalizações sobre os homens. Pode-se provar isso facilmente, observando as citações corriqueiras das feministas. Além disso, deve-se observar que apontar para uma tendência não é o mesmo que generalizar. Embora nem todas as mulheres possam ter uma determinada característica, uma quantidade significativa delas pode.


Acusação de Misoginia (Código Preto)

Discussão: O homem é acusado de apresentar algum tipo de ódio ou aversão a uma mulher em particular ou a mulheres em geral.
Exemplos:

"Você é um misógino imbecil!"
"Por que você odeia as mulheres?"
"Você ama sua mãe?"
"Você é insensível ao sofrimento das mulheres."
"Você é mau caráter."
"Você vê as mulheres como capachos."
"Você quer reverter os direitos das mulheres!"
"Você vai me fazer chorar."


Resposta: Pode-se perguntar a pessoa acusadora se ser pró-masculino significa, necessariamante, ser anti-feminino (especialmente porque que as feministas afirmam que, muitas vezes, os ganhos e perdas, respectivamente, para os homens e mulheres não se anulam). O homem-alvo da acusação também pode pedir a pessoa acusadora, o que ela diz, sobre existirem mulheres concordarem com pontos de vista do homem-alvo. Essa tática de constrangimento muitas vezes integra as falácias lógicas do "argumentum ad misericordiam " (ou seja, a argumentação com base na compaixão pelas mulheres) e/ou "argumentum in terrorem" (isto é, é uma falácia em que uma pessoa tenta incentivar apoio a sua idéia propagandeando o medo e o preconceito contra o concorrente em questão. É o chamado “apelo ao medo”).


Acusação de Instabilidade (Código Branco) — Acusação "quarto branco acolchoado"

Discussão: O homem é acusado de ser emocionalmente ou mentalmente instável. Exemplos:

"Você é instável."
"Você tem problemas."
"Você precisa de terapia."
"Maluco!"

Resposta: Em resposta a este ataque, pode-se apontar para estas críticas “altamente analisadas” (risos) pela pessoa acusadora e, em seguida, perguntar a própria pessoa se a condição mental e/ou emocional do homem-alvo pode explicar a existência da investigação válida sobre o assunto.


Acusação de Egoísmo (Código Prata)

Discussão: Este ataque é auto-explicativo. É uma acusação comum atirada nos homens que não querem ser incomodados com perseguições românticas.
Exemplos:

"Você é tão materialista."
"Você é tão ambicioso."

Resposta: Pode ser benéfico jogar a acusação de volta, “pressionando” a acusadora. Por exemplo, pode retrucar: "Então você está dizendo que eu não deveria gastar meu dinheiro em mim mesmo, mas deveria antes, gastá-lo em uma mulher como você, que me acusa de ser egoísta? É isso que você quer de mim?”


Acusação de Superficialidade (Código dourado) — A acusação "tudo que reluz"

Discussão: A acusação de superficialidade é geralmente lançada em relação às preferências sexuais do homem.
Exemplos:

"Você só “pega” prostitutas, mesmo ..."
"Como você pode ser tão superficial em NÃO querer se relacionar com ela só porque é uma mãe solteira?"
“Você diz ser bonzinho mas, por que não dá valor às medianas em vez de querer só mulher bonita?”

Resposta: Mulher de aparência mediana pode ser tão problemática em seu comportamento quanto a mulher bonita. Na hora da vultosa pensão alimentícia, a questão de ser mediana ou bonita, fará pouca diferença. Sobre a superficialidade das mulheres, a mídia fornece inúmeros exemplos onde as mulheres fazem mesquinhas exigências aos homens (ou seja, uma lista gigantesca de coisas que um homem deverá ou não fazer para sua namorada ou esposa).


Acusação de Repulsa (Código vermelho) — A acusação "marrom-claro feio"

Discussão: O homem-alvo é acusado de não ter nenhum potencial romântico (exemplos: status social, beleza acima da média, profissão de prestígio etc.) no momento em que as mulheres estão em “check” numa discussão. Na hora em que elas estão encurraladas, aí começam os ataques pessoais novamente.
Exemplos:

“Ninguém vai querer namorar um cara feio e magrelo como você.”
"Eu aposto que você é gordo e feio".
"Você não pode chegar nela. Ela é muita ‘areia para o seu caminhãozinho’!"
"Imbecil!"
"Você é um perdedor!"
"Você já pensou que o problema é seu e não dela (ou das mulheres)?"

Resposta: Este é outro exemplo de "ad hominem circunstancial." Os “valores agregados” do homem-alvo, ou seja, seu potencial romântico, em última análise não reflete sobre o mérito dos seus argumentos. Isto é, o fato do homem ser feio ou ter pouco potencial romântico não invalida seus argumentos.


Acusação: Derrotismo (Código rosado)

Discussão: Esta tática de constrangimento é semelhante à acusação de irascibilidade e a acusação de covardia, em que a pessoa acusadora ataca uma suposta atitude negativa ou cautelosa do homem-alvo em uma situação. No entanto, o foco aqui não é a raiva do homem-alvo ou seu medo, mas a suposta atitude de renúncia desse homem-alvo.

Exemplos:

"Pare de ser tão negativo."
"Você é muito cínico."
“Só vejo você reclamar...”
"Se você se recusar a lidar com mulheres ou a se relacionar com elas, então você está admitindo a derrota."
“Vamos lá, cara! Homens não desistem ".


Resposta: O ataque de derrotismo pode ser derrubado, explicando que se está apenas sendo realista sobre a situação. Além disso, pode-se apontar que a atitude dos homens que aceitam o comportamento nocivo das mulheres e da sociedade, essa sim é a verdadeira atitude derrotista. Muitos homens não perderam a sua vontade. O que muitos perderam foi a paciência.


Ameaça de Carinho Retido (Código Rosa) — O chicote rosa

Discussão: O homem-alvo é advertido de que seus pontos de vista ou seu tipo de comportamento farão com que as mulheres a rejeitem-no como homem.
Exemplos:

"Nenhuma mulher vai casar com você, com essa atitude."
"Com esse pensamento imbecil, você nunca vai transar. Nunca vai pegar mulher!"
“Tanto tempo desperdiçado tornando-se um homem repelente.”

Resposta: Este é um exemplo da falácia lógica "argumentum ad baculum" (o "apelo à força"). A pessoa acusadora tenta negar a validade de uma posição, apontando para alguma circunstância indesejável na pessoa que defende tal posição. Realmente, a única maneira de lidar com essa tática de constrangimento é perceber que a felicidade de um homem e o seu valor não se baseiam em suas conquistas românticas (incluindo o casamento).

__________
From  http://menforjustice.net/;-‘The Catalogue of Anti-Male Shaming Tactics’. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1]: Exposing Feminism, 2007. Disponível em: <http://exposingfeminism.wordpress.com/shaming-tactics/>. Acesso em: 16 janeiro 2013.


Nota do Tradutor:
Algumas novas categorias de Linguagem de Constrangimento recém-definidas e incluídas aqui: http://sexoprivilegiado.blogspot.com.br/2013/01/adicoes-ao-catalogo-de-taticas-de-constrangimento-antimasculinas.html

Atualizado em 01 abril 2013.

15 comentários:

Elorie disse...

Devo confessar que como mulher já passei por 5 ou 6 dessas 'táticas de constrangimento' usadas CONTRA MIM, ou seja, elas são na verdade unissex.

O fato é que enquanto o ser humano não se conformar que ambos os sexos tem forças e fraquezas e que CADA UM TEM SEU PAPEL e insistir em criar uma Guerra dos Sexos, não conseguiremos ser felizes.

Homens devem ser homens, mulheres devem ser mulheres, homossexuais devem ser homossexuais... e nenhum lado deve achar ser melhor do que o outro, ou superior, ou pior... Porque não é assim que a coisa funciona.

O duro é convencer as pessoas disso...

Paulo Truglio disse...

Caro Charlton:

Fiquei feliz ao ler seu artigo. Neste exato momento, uma tarde de domingo, estou redigindo uma denúncia a uma diretora do meu local de trabalho. Trata-se de flagrante assédio moral e suas observações me serão muito úteis. Assim, peço-lhe, formalmente, autorização para citar seu blog.
Um abraço, parabéns.

Dr. Paulo E. T Alvarenga

Charlton Heslich Hauer disse...

Fique à vontade, confrade. Estamos sempre às ordens!

Anônimo disse...

Todo machista esclarecido deve ter todas as respostas na ponta da lingua para usar no seu dia-a-dia..

Anônimo disse...

Engraçado.. rs alguns desses pontos são justamente o que me incentiva a acabar com o casamento... Não aguento mais..rsr de uma parceria virou um contrato

Charlton Heslich Hauer disse...

Anônimo disse...(23 de junho de 2012 01:36)
"Engraçado.. rs alguns desses pontos são justamente o que me incentiva a acabar com o casamento... Não aguento mais..rsr de uma parceria virou um contrato"


Realmente, confrade.

As leis injustas do divórcio, as leis injustas de guarda dos filhos, as alegações falsas de violência doméstica e de abuso sexual, que podem resultar na expulsão do homem de sua própria casa e ainda colocá-lo na cadeia, já que há leis draconianas para isso, até mesmo quando ele é vítima; enfim, uma série de fatores fazem com que o homem inteligente, hoje, não queira mais casar e ter filhos.

Lucas disse...

BOa lista.

Abraço

Luiz Antônio Pimentel da Costa disse...

Primeiramente parabéns pelo blog. Tenho buscado me aprofundar no tema do masculinismo. Me considero também um masculinista e anti-feminista. E uma vítima desse sistema de coisas, já que meu filho mora com a mãe que me odeia com todas as forças e, ultimamente, ele já está com comportamento de indiferença quanto a mim. Na realidade, a misandria é algo que também prejudica as mulheres bem intencionadas. O masculinismo é um movimento que não é simétrico ao feminismo. É um movimento para equilibrar os pratos da balança. Sobre os comentários de Hauer de 23/06/2012, é isso mesmo. O casamento, do modo como está formatado atualmente, não faz sentido algum principalmente para o homem e, leia-se também não é interessante para a mulher sincera. Porque nunca havemos de esquecer que houve e haverá mulheres sinceras também que nós, masculinistas autênticos, devemos trazer para o nosso lado nesta luta dificílima que é reverter este verdadeiro desprezo institucional ante o sexo masculino.

Charlton Heslich Hauer disse...

Olá, caro Luiz Antônio Pimentel da Costa.

Realmente, o desprezo e a misandria hoje são institucionais.

Milhões de pais, assim como você, sofrem com as consequências maléficas da alienação parental. Dentre as inúmeras discriminações contra os homens, a alienação parental é mais uma discriminação que vitimiza mais homens que as mulheres.

Sabemos que a alienação parental é uma prática predominantemente materna. Milhões de mães alienam as crianças, visando afastar as mesmas do convívio dos seus respectivos pais, induzindo as crianças a criarem sentimentos negativos em relação ao pai alienado, atingindo direitos como o da convivência familiar, afetividade, integridade psíquica, dignidade humana, entre outros.

O sistema legal é na maioria das vezes o responsável por resolver esses conflitos. O problema é que sabemos, de antemão, que o mesmo sistema costuma ser bastante leniente com essas mães que destroem vidas de milhões de homens e crianças por todo o mundo.

Se observarmos bem, até nos textos legais, de magistrados e demais membros da justiça, existem um certo sexismo linguístico contra o masculino. Os termos usados para alguém que aliena seus filhos em detrimento do marido/mulher são sempre no masculino, sem nem mesmo ao menos vermos a colocação do artigo feminino ao lado. Os termos sempre são: "O alienadOR", "O cônjuge alienador", "O genitOR alienante", etc., o que faz só propagar ainda mais a discriminação contra o sexo masculino. O que é uma dupla injustiça nesse caso.

Bem, Luiz. Quero muito agradecer a sua participação. Estamos todos trabalhando e torcendo para que realmente a "balança" não fique tão pesada para um lado só. Para isso, o combate aos privilégios femininos em detrimento dos homens e ao feminismo, urge.

Abraços.

Luiz Antônio Pimentel da Costa disse...

Prezado Hauer,

Concordo plenamente com suas colocações.
No entanto, tem uma questão extremamente importante (e preocupante) que gostaria de abordar.
É válido que estaja surgindo uma consciência através da Internet, a respeito dos direitos masculinos, da misandria etc, no Brasil. Alguns sites nacionais surgiram; tenho procurado conhecer o máximo possível. Conversando com colegas, vejo que muitos homens já estão começando a perceber em que enrascada se encontram, pelo simples fato de pertencerem ao sexo masculino e serem heterossexuais. Pois bem. Mas fico preocupado pois não conheço,no Brasil, um só movimento presencial, do tipo em que haja reuniões "ao vivo", onde haja associados etc. Digo isto porque acredito, pelo que li, que existe esse tipo de grupo nos EUA, e já achei também na Índia, por exemplo.
Como você vê esta questão, e tem sugestões para abordar esse problema? Não se trata de uma lacuna fundamental? Como poderia ser resolvido este problema? E a clássica "desunião" dos homens, inércia, desinteresse, por assim dizer, nas questões que deveriam ser preciosas para eles mesmos??
Obs.: Associações feministas (com personalidade jurídica, inclusive), por outro lado, não são difíceis de serem encontradas.
Um abraço
L.A.P.C

Charlton Heslich Hauer disse...

Olá, Luiz Antônio Pimentel da Costa.

Muitas de suas preocupações são as mesmas que as minhas e que me angustiam diariamente.

A internet é o nosso maior canal de comunicação. É graças a ela que nós estamos conseguindo conscientizar muitos homens (e até mulheres) sobre as discriminações que sofremos. Até porque ainda ela não está subordinada ao controle feminista totalitário como os outros meios de comunicação de massa (sobretudo, as TVs). A internet, a menos que sofra um controle futuro, sempre será nosso principal canal de comunicação. Mas é óbvio que precisamos de um ativismo mais presencial, como você falou.

Há uma discussão também nos EUA se realmente os masculinistas devem tentar mostrar o movimento dos homens a outras pessoas, tentando se utilizar de outros meios além da internet, ou se devem esperar que mais pessoas encontrem o movimento via internet, para que aí sim, com um número mais considerável de homens conscientes, viessem a fazer um ativismo mais "real". Mas não há unanimidade nisso e há outros masculinistas que não querem esperar mais.

Nos EUA, Warren Farrell, um masculinista moderado, mas bastante ativista, já chegou até a mostrar algumas idéias para o Obama. Sabe o que o Obama fez? Tratou-o como criança e engavetou tudo. Então, lá também há muitas dificuldades.

Eu conheço um advogado masculinista de São Paulo que já fez palestras em várias instituições sobre os problemas dos homens. Já teve até a presença do vice-governador de São Paulo em uma dessas palestras, mas até ele está triste por as coisas não andarem como nós queremos.

Eu penso que devemos continuar com a internet, tentando influenciar principalmente as pessoas que não são feministas, mas devemos expandir nossos meios de influência. Inicialmente (além da internet), penso que temos que influenciar a grande mídia, pressionando, por-email, telefone ou pessoalmente, os seus jornalistas (não aqueles ou aquelas que são feministas convictos) com artigos sobre os homens e sobre antifeminismo, e cobranças a respeito de nossas questões e problemas. A grande mídia são os neurônios da sociedade. A grande maioria das pessoas pensa como a mídia quer que elas pensem. A maioria das pessoas sempre foi massa de manobra. Então, em princípio, é a mídia que devemos tentar influenciar.

Charlton Heslich Hauer disse...

Temos também que organizar um grupo, mesmo com um possível número reduzido de pessoas, para que possamos pressionar políticos e governantes, tirar cópias de cartazes para a divulgação em Universidades, e principalmente, locais onde haja uma grande concentração de homens (até a divulgação de cartazes em banheiros masculinos de grandes e pequenos estabelecimentos são boas idéias).

A criação de um partido político em prol dos homens. Isso foi até uma das coisas com que o advogado de São Paulo (que eu citei acima) e eu, conversamos. A criação de um partido seria fundamental também.

Enfim, essas são as idéias. Agora, vamos a alguns dos empecilhos.

No Brasil, a maioria dos antifeministas, ou ainda está preocupada com questões de relacionamento ou é formada por religiosos que ainda sonham com uma volta ao falso “patriarcado”. Ambos esses grupos não estão, verdadeiramente, preocupados com os problemas dos homens! Lutar contra casamento gay, contracepção (ou até mesmo o aborto) não chega nem a ser 1% dos problemas dos homens. Pode observar que, aqui no Brasil, aqueles que tratam majoritariamente de questões de relacionamento são mais populares que demais MRAs e masculinistas.

Outros empecilhos, como você falou, são a inércia e o desinteresse. Até para assinar uma petição pela internet, muitos têm preguiça de fazer; imagina sair às ruas fazer ativismo. Eu digo isso porque, tenho um amigo bem masculinista, mas quando eu o chamei para fazermos um ativismo determinado em frente ao prédio do Poder Judiciário em nossa capital, ele saiu pela tangente. Imaginemos então tentarmos criar um partido, onde seria necessário quase 1 milhão de assinaturas no país em nove estados diferentes. Teríamos que ter bastante gente lutando diariamente para isso. Não conseguiríamos isso em menos de 8 meses.

Temos a questão financeira. Para se fazer um ativismo pessoal, é necessário dinheiro para fazer impressões, viagens, enfim, isso tudo tem um custo.

As preocupações diárias individuais. Muitos daqueles que poderiam criar e liderar um grupo organizado, por terem mais experiência de vida, conhecimento das causas dos homens, e até mais condições financeiras, estão despendendo seu tempo com suas questões pessoais, trabalho, etc.

Esses são alguns dos empecilhos que devemos transpô-los e que não deveriam servir como desculpa. Se quisermos conquistar a opinião pública, e não apenas ficar apenas esperando as pessoas chegarem até nós, essas são algumas das idéias que tenho.

Luiz Antônio Pimentel da Costa disse...

Prezado Hauer,

Obrigado por suas colocações.
Concordo com você. Infelizmente, existe um árduo, longo e penoso caminho pela frente.
Podemos concluir, por ora, que é necessário/importante consolidar uma posição dentro da internet, no Brasil, e depois ter "massa crítica" para um movimento a nível pessoal.
Contudo, gostaria de reforçar o entendimento que a associação formal (mesmo que virtual) deveria ser uma meta, para que o movimento tome alma e corpo. Se bem que reconheço todos os empecilhos. Faz parte da minha rotina também. Atualmente trabalhamos demais (e os homens trabalham mais horas que as mulheres, diga-se de passagem). Estive olhando o Anuário do IBGE de 2010 (base 2009) e, embora extremamente tendencioso, tiveram que colocar este dado real, na seção onde (três analistas, mulheres, por sinal) fizeram a consolidação dos dados do capítulo dedicado às mulheres. Elas estavam defendendo aquele ponto de que as mulheres têm rendimentos menores do que os homens, mas tiveram que informar que a capacitação média das mulheres também é menor que a dos homens, bem como as horas de trabalho semanais.
Bom, voltando a nosso ponto, de qualquer modo, se alguém conhecido tiver uma estratégia estruturada e sistemática de como melhorar nossas metas, eu gostaria de participar. Tenho um blog, mas não tem como foco o masculinismo, porque tenho interesse variado em assuntos múltiplos. Mas devido minha recente e crescente conscientização quanto ao estado opressivo em que nos encontramos, estou cada vez mais focado neste assunto.
Então, gostaria de repetir meus agradecimentos pelas respostas muito interessantes, inteligentes e realistas e mais uma vez me colocar à disposição para ajudar.
Este advogado que você citou, se ele tiver um site/blog gostaria de conhecer. Também quero expressar minha admiração por ele que, sendo advogado, certamente viu e ouviu coisas de arrepiar o cabelo e azedar o fígado tanto durante o período de graduação quanto durante a militância nas searas do Direito. Eu mesmo penso em cursar Direito (sou engenheiro) depois de tudo o que passei, até para evitar cair em tantas armadilhas, mas o que já tenho estudado me causa "ânsia de vômito" em diversas ocasiões... Quantas injustiças chanceladas pelas leis, pelas jurisprudências, em nome da defesa de falsos (principalmente falsas) coitadinhos(as)... Mas, parabéns e todo o apoio ao seu conhecido advogado masculinista.
Enfim, consolidar o movimento na internet e ter como meta uma organização mais formal, com associados, se possível.

Um abraço
Luiz Antônio Pimentel da Costa

Charlton Heslich Hauer disse...

Concordo com você, Luiz Antônio. E eu sinto que para que nós possamos evoluir no sentido de criar uma "associação", por exemplo, basta apenas que apareçam pessoas com perfis individuais mais experientes e que queiram assumir uma liderança. Por exemplo, pessoas que entendam de leis, que conheçam o sistema jurídico, como um advogado ou juiz, que possuam entendimento político, que possuam entendimento do que o feminismo é e quer e de como devemos combatê-lo, que tenham tempo e vontade para se envolverem nisso... enfim, esses são alguns exemplos de possíveis lideranças. Eu sou voluntário, mas "uma andorinha só não faz verão".

Anônimo disse...

É importante fazermos passeatas agora. Vamos marcar uma passeatas. Conforme a adesão, podemos marcar reuniões e coisas assim. Depois aparecer na mídia. Temos também que entrar nas universidades, nas leis, fazer materiais para as escolas.

Importante: vamos trazer o maior número possível de mulheres para a nossa causa, mostrando-lhes que o feminismo assassina o amor e o casamento, algo que é muito importante para elas.

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