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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Você não Pode Desmontar o Feminismo com Ferramentas Feministas


Por Fidelbogen

Rejeitamos qualquer método de estudar o feminismo que comece adotando a visão de mundo feminista, reconhecendo que qualquer definição feminista de feminismo só pode ser um produto daquela visão de mundo — uma visão de mundo que não compartilhamos! Como filósofos não-feministas, entendemos que você não pode começar dentro do feminismo e, em seguida, discutir o seu caminho para sair dele usando vocabulário e discurso feminista para pavimentar seu caminho.  Não. Como primeiro passo necessário, você deve declarar-se alheio ao feminismo; você deve ocupar a perspectiva Arquimediana e proceder a partir daí.

A feminista radical Audre Lorde uma vez notavelmente observou que “você não pode desmontar a casa do mestre com as ferramentas do mestre.” Como filósofos não-feministas, entendemos o feminismo em termos independentes, e não temos formulado nossas conclusões mediante qualquer cadeia de raciocínio feminista. Portanto, a nossa estratégia é a de reformular toda a discussão, forçando-os a se envolver com nossos problemas sob nossos termos, enquanto elas fazem barricadas nas suas habituais avenidas evasivas.

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Fidelbogen. You Can't Dismantle Feminism With Feminist Tools. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em <http://countersnippets.blogspot.com/2013/01/you-cant-dismantle-feminism-with.html> Acesso em 27 setembro 2013.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma Simples Mensagem à População Feminina em Geral


Por Fidelbogen

O feminismo compeliu vocês a se distanciarem 80 quilômetros do país e as deixou lá para cuidarem de si mesmas. Sim, não é sensato pegar carona com estranhos. Agora vocês têm uma caminhada a fazer, mas espero que o exercício seja benéfico. Eu sou o mensageiro.

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Fidelbogen. Simple Message to the General Female Population. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/01/simple-message-to-general-female.html> Acesso em: 25 set. 2013.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ser Não-feminista, uma Decisão muito Importante


Por Fidelbogen

Como não-feministas, podemos concordar que o feminismo não é o melhor negócio. É é por isso que não somos feministas. E assim o que quer que cada um de nós individualmente entenda sobre o que seja o feminismo, pelo menos podemos concordar que a palavra feminismo em si não pode significar nada de bom. Podemos concordar que a palavra está contaminada, e que devemos marcá-la com um estigma social. E podemos concordar que não ser um feminista é uma coisa de conseqüência decisiva, e que todo aquele que repudia o feminismo deve fazê-lo com resolução de diamante. Não é leviano dizer que você não é um feminista. É uma decisão importante, e não uma moda passageira que você vai descartar amanhã como uma esperança ilusória, só para arrebatá-la de volta dois dias depois, para assim você poder descartá-la de novo.

Então, novamente, temos que concordar que a palavra feminismo significa algo não-bom. E tendo feito isso, podemos também concordar que o feminismo em si deve ser alvo de intervenções corretivas. Mas, para que isso aconteça, temos de concordar sobre um alvo — o que traz de volta o problema de nós não concordarmos sobre uma definição. Portanto, parece que devemos, finalmente, de algum modo, concordar sobre uma definição de feminismo. E tendo feito isso, podemos finalmente chegar a um alvo consensual, de forma a saber exatamente onde devemos dirigir nossas operações.


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Fidelbogen. To Be Not-Feminist, is a Serious Decision. Tradução de Charlton Heslich Hauer. [s.1.]: CounterSnippets, 2013. Disponível em: <http://countersnippets.blogspot.com/2013/01/to-be-not-feminist-is-serious-decision.html> Acesso em 25 set. 2013.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Um Juiz de Sevilha Prevê um “Holocausto” se for Endurecida a Lei de Violência de Gênero


Francisco Serrano garante que as alterações preparadas pelo PSOE [Partido Socialista Operário Espanhol] aumentarão os casos de suicídios de homens denunciados e de homicídios de mulheres, advogados e até de juízes e promotores.




O Juiz de Família de Sevilla, Francisco Serrano, disse que haverá um “holocausto” se for endurecida a Lei Integral contra a Violência de Gênero, tal como proposto pelo PSOE, pois aumentarão os suicídios de homens denunciados e os homicídios de mulheres, advogados e até de juízes e promotores.

Serrano rejeitou o projeto de relatório para o estudo do funcionamento da lei desenvolvido pelo PSOE, que visa reforçar a segurança das mulheres que denunciam e a segurança de seus filhos, e que inclui, entre outras medidas, que no momento da admissão de uma denúncia de abuso, proceda-se contra o pai a suspensão cautelar de visita aos filhos.

O juiz de Sevilha, que, em ocasiões anteriores, comparou a dita Lei com a base da prisão de Guantánamo pela falta de garantias fundamentais, já acrescentou que a proposta de reforma “produzirá situações de injustiça e que por isso pode levar às piores condições de violência”. Aumentarão os suicídios dos homens denunciados e os homicídios de mulheres, advogados e até de juízes e promotores envolvidos no processo familiar, uma situação que Serrano comparou a um “holocausto”.

Na sua opinião, a suspensão do contato pai e filho “só deve ser feita quando a criança tenha sido vítima de maltrato”, e que pelo menos a decisão deva ser deixada nas mão do juiz, como acontece até agora. Ele criticou, ainda, que a proposta de reforma não incluía a suspensão do contato quando a mulher é a agressora.

Serrano lembrou que, dos 638 homens que cometeram suicídio na Espanha em 2006, 80 por cento deles estavam em processo de divórcio, e lamentou que as estatísticas oficiais tenham deixado de especificar os dados por sexo a partir desse ano.




Serrano participou na semana passada em Madri de uma jornada de estudo da Associação Multidisciplinar para o Estudo das Interferências Parentais, que manifestou a sua preocupação em relação a esta proposta de reforma. A reunião também abordou o debate sobre a existência ou não da Síndrome de Alienação Parental (SAP) e concluiu que “a alienação existe ainda que não a chamemos de síndrome”, e não pode descrita como um distúrbio ou doença mental, explicou o juiz.




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EFE, SEVILLA. Un juez sevillano prevé un "holocausto" si se endurece la Ley de Violencia de Género. [s.1]: diariodesevilla.es, 2009. Tradução de Charlton Heslich Hauer. Disponível em: <http://www.diariodesevilla.es/article/andalucia/558533/juez/sevillano/preve/holocausto/si/gobierno/endurece/la/ley/violencia/genero.html> Acesso em 16 setembro 2013.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ativismo não é Suficiente


Por Fidelbogen

Fazer coisas boas para os homens — abertura de abrigos a vitimados pela Violência Doméstica, centros para os homens, aprovação de leis favoráveis aos homens, e assim por diante — é tudo muito bom e excelente, mas não ataca a raiz do problema. Apenas faz uma poda dos ramos. Não, o ativismo não é suficiente! O problema é estrutural e sistêmico, e este fato deve ser refletido em nossa retórica e em nossa mensagem. Portanto, você deve atacar a raiz! Além do ativismo, deve haver agitação — um bombardeio contínuo de fala e escrita que ressaltem o mal sistêmico e façam com que o mal fique cada vez mais claro para o mundo em geral. Esse aspecto da revolução é IMPERATIVO, e sem isso, o que você pode muito bem estar fazendo é removendo lama atirando ladeira acima.

Então, da próxima vez que algum babaca feminista, ou pior, algum babaca não-feminista, disser que “você não se preocupa realmente com os homens, e que você é apenas antifeminista”, então tu deves colocar para esse(a) idiota de forma inequívoca: