Ads 468x60px

sábado, 17 de setembro de 2016

Anatomia de uma Ideologia da Vitimização


Chegamos a mais um grandioso artigo sobre a Teoria do Ginocentrismo, desenvolvida pelo brilhante filósofo, Adam Kostakis, com o intuito de refutar a mentirosa e fraudulenta “Teoria do Patriarcado” e de ajudar a fortalecer a consciência em defesa dos Direitos mais básicos de Homens e Meninos.  

Clique aqui para ler o 1º artigo: Olhando Fixamente para fora do Abismo
Clique aqui para ler o 2º artigo: A Mesma História Repetida
Clique aqui para ler o 3º artigo: Refutando o Apelo ao Dicionário
Clique aqui para ler o 4º artigo: “Pig Latin”¹ – Brincando com as palavras



Por Adam Kostakis

Leitura Nº 5

“A maior fraqueza dos homens é sua fachada de força; a maior força das mulheres é sua fachada de fraqueza” — Warren Farrell

Entre os piores erros que os amantes da liberdade podem cometer está o de estereotipar as feministas como um pequeno e heterogêneo grupo de lésbicas revoltadas que há muito deixaram de ser relevantes. Tome nota: esse estereótipo as ajuda.

Devo repetir: esse estereótipo as ajuda.

Deixemos isso bem claro. Toda vez que você subestimou as feministas, ao considerá-las um bando de bruxas velhas mal-humoradas que ninguém leva a sério, você ajudou a obscurecer o programa delas e, de fato, suas próprias existências como uma forma de poder organizado. Depreciá-las, você deve — mas fazê-lo de uma forma que as exponha, não que as obscureça! O feminismo está muito longe de ser uma relíquia do passado. O movimento feminista é levado muito a sério por aqueles que têm o poder de impor os seus principais objetivos:

(1) A expropriação dos recursos dos homens para as mulheres.
(2) A punição de homens.
(3) Aumentar (1) e (2) em termos de alcance e intensidade, indefinidamente.


A obscuridade auxilia a concretização destes objetivos ao criar dúvida entre potenciais adversários. O erro na identificação do feminismo como um artefato cultural que já não detém o domínio sobre as operações do governo e da sociedade, é um produto da própria metamorfose do feminismo. Note que a essência, ou a substância do feminismo, não mudou ao longo dos anos, apenas a sua forma, ou a embalagem. A mudança de embalagem tem se mostrado tão eficaz que alguns agora negam que o produto ainda exista.

Pelo contrário. Assim como os tempos mudaram com o feminismo, o feminismo mudou com os tempos. Na transformação do feminismo, de um movimento de oposição ao governo e à sociedade em geral, em um movimento que controla o Estado e a opinião pública — e usa essa posição para perseguir os novos inimigos do Estado — suas estratégias sofreram certa transformação cultural. Hoje, as feministas não precisam ter acessos de raiva para conseguirem o que querem, pois, enquanto no passado elas protestavam violentamente contra a máquina, agora elas controlam-na. Esta é a mudança verdadeiramente profunda nas sociedades ocidentais desde o auge da consciência sobre o feminismo, em meados do século passado; não é verdade que as feministas têm se tornado menos relevantes, ao contrário, muito mais.

 Como Fidelbogen colocou recentemente:

O feminismo agora está entremeado nas estruturas institucionais, portanto, “respeitável”. Eu poderia compará-lo ao crime organizado, onde no início os bandidos cometiam atividades criminosas, abertamente, mas, uma vez que eles inseriram seu pessoal para dentro do governo, e da política eleitoral, aprenderam a usar gravata de seda e jogar o jogo de uma forma diferente.

Quando as feministas estavam fora do consenso, causar ofensa foi uma de suas armas principais — mal-disfarçada de avanço vanguardista dos limites. Quem se lembra desta “adorável” peça propagandística de ódio, publicada na década de 1970?

“Castração livre quando necessária — Um direito da mulher decidir”

A descrição acima é exatamente o tipo de coisa que as feministas de hoje gostam de fingir que nunca aconteceu. Agora que as feministas chegaram a um consenso, elas são obrigadas a defender os seus ganhos; em 1970, quando a imagem acima foi produzida, elas atacavam do lado de fora, e tentavam derrubar a moral oficial, em vez de (como fazem agora) defini-la e ditá-la.

E qual a melhor maneira de manter o controle senão punir aqueles que atacam, ou que possam atacar o novo status quo? Naturalmente que estamos nos referindo aos homens, quem mais estão perdendo com os três objetivos fundamentais do projeto feminista listados acima. Hoje, as feministas acreditam que as mulheres têm o direito inalienável de não se sentirem ofendidas, e não hesitam em empregar a violência do Estado para fazer valer isso. Processar aqueles (os homens) que causam ofensa é a nova arma delas, que têm substituído a antiga (ofender). Evidentemente, perseguir as pessoas apenas por serem ofensivas é bem menos tolerante do que os homens foram para as feministas antes de elas terem assumido o controle. Mas, como a Teoria do Ginocentrismo nos conta, os homens foram bem tolerantes com as mulheres ofensivas nos primeiros dias do feminismo porque elas já exerciam um controle substancial.

Feministas acreditam que estão agindo corretamente? A resposta é um rotundo sim vindo da maioria delas — elas realmente acreditam que elas são um povo justo, e mesmo quando elas se tornam cientes de que estão agindo erradamente, elas racionalizam também que estão, simultaneamente, agindo corretamente. Como pode ser isso? Bem, deixe-me mostrar-lhe como isso funciona, traçando a anatomia de uma ideologia da vitimização.

Depois que um período de conscientização propaga a crença de que os membros de um grupo são — por essência natural deles enquanto membros do grupo — vítimas, o grupo deve perseguir dois objetivos:

(1) Igualar-se com o grupo “inimigo” designado;
(2) Forjar a sua própria “identidade de vítima”, distinta do grupo “inimigo” e livre de qualquer responsabilidade para com este mesmo grupo.


Você vai notar que, enquanto o primeiro objetivo traz o grupo “vítima” para mais perto do grupo “inimigo”, em termos de status, expectativas, autonomia etc., o segundo amplia o abismo entre eles. O primeiro objetivo, como dissemos, vai nos unir em nossa humanidade comum, e trazer a liberdade para todos, e outras coisas bonitas como essa. Mas assim que chegamos perto disso, tende-se a haver uma inclinação para proclamações a respeito da importância do segundo objetivo. Nada será suficiente o bastante para satisfazer as pessoas do grupo “vítima” , porque elas se vêem como essencial e inerentemente vítimas do grupo “inimigo”, independentemente do que possa ter mudado na realidade. A ideologia da vitimização é anticontextual, e seus seguidores — os autodesignados “vítimas” — nunca se vêem como nada mais além disso. A condição de vítima dessas pessoas é afirmada a priori, e os fatos devem ser montados para se enquadrar nessa narrativa. Em outras palavras, elas vão reinterpretar qualquer situação como sendo elas as mais duramente tratadas.

Esta é a razão pela qual feministas como a Hillary Clinton podem sair por aí dizendo coisas como:
as mulheres sempre foram as principais vítimas da guerra. As mulheres perdem seus maridos, seus pais, seus filhos em combate.

Bem, com certeza — perder membros da família em mortes horríveis é muito pior do que realmente morrer daquelas formas horríveis. Isto só se a sua visão de mundo estiver toda contaminada pelo sexismo e se você reduz a condição dos homens a de Objetos Protetores/Provedores. Na citação de Hillary Clinton, não há humanidade nenhuma atribuída aos homens. O verdadeiro problema não é, em si, eles serem traumatizados, mutilados e despedaçados; e sim, que por estarem sujeitos a atrocidades, os homens não serão capazes de cumprir seus papéis de protetores/provedores tão eficazmente. Nisso, por conseguinte, são as mulheres que perdem, porque os homens, na verdade, não têm importância, exceto na medida em que podem prestar assistência às mulheres. Este é, precisamente, o tipo de atitude que emerge de uma ideologia de vitimização. A totalidade da existência, em toda sua complexidade maravilhosa, é reduzida a primitivismo preto-e-branco: meu povo importa, o seu não. Ou, como veremos, minha gente é boa, sua gente é má. Tudo que for bom para meu povo é bom, não importa se é bom ou ruim para o seu povo.


Esse tipo de pensamento é conhecido como Essencialismo Maniqueísta, e é a pedra angular metafísica de todo o feminismo. Décadas de conscientização têm garantido que as mulheres sejam, automaticamente, levadas a se considerarem injustiçadas, quaisquer que sejam os fatos. Sempre que exemplos reais de mulheres sendo injustiçadas não podem ser encontrados, um privilégio compensatório torna-se o objetivo sancionado. Isto é, as mulheres são tratadas mais lenientemente no seguinte aspecto, porque se acredita que são desfavorecidas em um assunto não relacionado, ou até mesmo desfavorecidas no sentido geral. Um exemplo recente disso, vindo do Reino Unido, é a ordem emitida por Dame Laura Cox aos juízes, onde eles devem tratar os criminosos do sexo feminino com maior leniência, uma decisão que, simultaneamente, reduziu os homens britânicos a uma condição de segunda classe, enquanto deu um sinal verde a mulheres abusivas que, de outra forma, poderiam ter sido desencorajadas.

Há quem vá mais longe do que isso. A Baronesa Corston que, explicitamente, identifica-se como uma feminista, acredita, realmente, que as mulheres não merecem serem punidas de maneira nenhuma quando cometem crimes. Seu relatório de governo de 2007 defendia que todas as prisões femininas deveriam ser fechadas, e que até mesmo as criminosas mais violentas e abusivas não deveriam ser presas. Com efeito, elas

não iriam mais para alguma das 15 prisões femininas do país, as quais todas seriam fechadas. Em vez disso, assassinas como Rose West, em vez de pegarem prisão perpétua pelo assassinato de dez jovens mulheres e meninas, seriam enviadas para “singelas” unidades de custódia locais. Lá, elas seriam autorizadas a: viver como uma “unidade familiar” com entre 20 e 30 outras prisioneiras, organizar suas próprias compras e orçamentos, além de cozinhar. As unidades também permitiriam que elas ficassem mais próximo de suas famílias … Todas as prisões femininas iriam fechar na próxima década, e poderiam, em vez disso, ser convertidas em prisões para os homens ... O relatório afirma: “Mulheres e homens são diferentes. A igualdade de tratamento entre homens e mulheres não resulta em desfechos iguais.”

A descrição acima é um exemplo clássico de Novilíngua Orwelliana. Antifeministas de todos os tipos vêm dizendo há décadas que homens e mulheres são essencialmente diferentes. Feministas têm insistido que homens e mulheres são essencialmente iguais, e que por isso devemos ter igualdade de tratamento. Mas, assim que a igualdade vai de encontro ao objetivo de empoderamento feminino, ela é descartada como uma batata quente, e as feministas se contorcem em incríveis ginásticas semânticas para justificar a completa mudança repentina.

Além disso, as mulheres (sic) nunca serão enviadas para a cadeia para “ensinarmos a elas uma lição”.

É claro que elas não devem. As mulheres não deveriam ter, realmente, que aprender a respeitar a lei, muito menos a se comportar como membros da civilização. Elas devem ser autorizadas a comportar-se de maneira desregrada e livre, abusar e destruir qualquer coisa que quiserem, com a licença absoluta. Elas não devem nem mesmo levar uma bronca pelo mau comportamento delas — já que isso seria violência doméstica, você não sabe?

Mas se o feminismo luta, verdadeiramente, por igualdade, não deveriam as feministas estar pressionando por novas leis para criminalizar mais as mulheres, ao invés da abordagem anti-igualitária delas de aprisionar menos mulheres e mais homens? Ou será que a igualdade só importa quando as mulheres é que são consideradas por estarem em condições desiguais? (Por si só, isso implica fortemente que as mulheres são uma classe privilegiada como nenhuma outra.)

A taxa de encarceramento feminino é apenas um oitavo da dos homens nos Estados Unidos (Wikipédia, acessado em 10 de outubro de 2010), enquanto as mulheres representam apenas 5,7% dos presos na Grã-Bretanha (acessado em 10 de outubro de 2010). Certamente, se a igualdade fosse a meta, iríamos flexibilizar as leis de inspiração feminista e punitivas contra os homens, e, em vez disso, buscar punir mais mulheres. Não consigo pensar em nenhum outro lugar da sociedade moderna tão dominado por homens, ou sem representatividade, do que o sistema penal — algo que, no interesse da igualdade entre os sexos, precisa mudar.

Mas não — categoricamente contrárias aos princípios de justiça neutra e imparcial, feministas consideram uma coisa boa, em si, prender menos mulheres! É como se as mulheres culpadas de crimes, não fossem, realmente, culpadas — e que, portanto, fossem vítimas de tudo o que fosse feito para elas como punição. Trata-se de uma noção popular de que as mulheres estão em desvantagem — geralmente, inerentemente e essencialmente dentro do seio da própria fibra do ser delas — e igualmente, deve estar presente em cada área específica de suas vidas; assim, qualquer coisa feita para ajudá-las deve ser no sentido de reduzir essa injusta desvantagem. Qualquer pessoa  de espírito racional pode ver como tudo isso é um absurdo, e eu incluo as líderes feministas nisso, pois elas são astutas, não estúpidas. Punições merecidas, a dissuasão, o tratamento justo, a própria civilização, tudo isso que se dane; isso é o Ginocentrismo em ação.


Para recapitular, ideologias da vitimização, como o feminismo, buscam:

(1) Igualar-se com o grupo “inimigo” designado;
(2) Forjar a sua própria “identidade de vítima”, distinta do grupo “inimigo” e livre de qualquer responsabilidade para com este mesmo grupo.


Que estes dois objetivos estão em contradição não é apenas uma falha lógica, é parte de uma estratégia que permite que o grupo “vítima” mude sua postura de acordo com as circunstâncias necessárias. O objetivo (1) poder ser sistematicamente perseguido até certo tempo. Mas, se o movimento está sob análise por estar desfavorecendo o grupo “inimigo”, as “vítimas” podem simplesmente mudar para o objetivo (2) e enfatizar a importância de suas próprias singularidades, de maneira que a igualdade não seja suficiente. Ou, como a feminista Germaine Greer coloca:

Em 1970, o movimento era denominado “Liberação da Mulher”, ou, desdenhosamente (sic), “Lib da Mulher”. Quando o nome “Libbers” foi abandonado e trocado para “feministas”, nós ficamos todas aliviadas. Mas o que nenhuma de nós percebeu foi que o ideal de libertação foi desaparecendo com a palavra. Nós nos conformamos com a igualdade. Lutas de libertação não são sobre assimilação, mas sobre afirmar diferenças, dotando essas diferenças com dignidade e prestígio, e insistindo sobre elas como condição de autodefinição e autodeterminação. … as feministas visionárias do final dos anos sessenta e início dos anos setenta sabiam que as mulheres nunca poderiam encontrar a liberdade por concordar em viver a vida dos não-livres homens.

Uma vez que a condição de igualdade é alcançada, a retórica da igualdade pode ser descartada, pois, quem quer ser apenas igual a um homem, afinal? Aqui, de forma inequívoca, temos uma afirmação de supremacia feminina.

Tudo como sempre foi.

Se a igualdade tivesse sido a meta final, então as desvantagens dos homens teriam sido abordadas a sério, e não exacerbadas enquanto os próprios homens eram prejudicados. Até hoje, o único momento em que uma feminista incomoda-se com um problema de desvantagem masculina é quando isso beneficia as mulheres em algum ponto — como no caso da licença-paternidade. Igualdade forçada entre licença-paternidade e licença-maternidade afastaria qualquer desincentivo que os empregadores teriam ao contratar mulheres. Uma feminista deixará de lado seu clichê “todos os pais são estupradores e agressores”, apenas o suficiente para insistir que os homens deveriam ter direitos iguais enquanto pais — mas isso, normalmente é apresentado como uma exigência para que os homens assumam os encargos de criar os filhos, a fim de que as mulheres possam ser empoderadas no mercado de trabalho. Mesmo quando as injustiças contra eles estão sendo corrigidas, homens são ferramentas em benefício do sexo feminino.

Tudo como sempre foi.

Outro exemplo é o estupro masculino nos presídios. Isso é ocasionalmente destacado pelas feministas, mas apenas porque os homens podem ser mostrados como opressores, o que permite a elas atacar a masculinidade em si. Feministas aproveitam a “chama acesa” depois que o estuprador fez a parte dele; elas concluem com a humilhação sexual do homem vitimado pelo estupro destruindo a auto-identidade dele; envenenam sua mente com calúnias de que a masculinidade em si é a culpada por ele ter sido vitimado; e que, portanto, o elemento fundamental e imutável dele próprio é que foi a causa de seu estupro. Elas forçam sobre ele a identificação do estuprador com a vítima do estupro, e o aviltamento de “masculinidade tóxica” que elas fazem, serve para que ele aceite que compartilha as características abusivas daquele que o abusou. Por outro lado, o elevado nível de culpabilidade do sexo feminino em casos de abuso infantil, tanto sexual quanto não-sexual, é ignorado ou negado.

É por isso que a nossa definição universalmente aplicável de feminismo não poderia incluir qualquer referência à “igualdade” — não é uma declaração razoável a fazer, se estamos usando ferramentas analíticas mais incisivas do que o Essencialismo Maniqueísta. A definição universal permanece, e nenhum terreno pode, eventualmente, ser cedido: o feminismo é o projeto para aumentar o poder das mulheres.

Poder em que sentido? Poder para fazer o que? Tais questões surgem, inevitavelmente. A resposta, se você estiver acompanhando de perto, é óbvia — o que quer que elas queiram, não importa quem esteja sendo prejudicado. Calar não é consentir, mas é cumplicidade, quando você tem o poder de chamar a atenção para o abuso e para os recursos para parar tudo isso, e ainda assim deixa de fazê-lo, alegando que os abusadores têm órgãos genitais que se assemelham aos seus.

É disso que se trata, pessoal — nós estamos lidando com primitivas em terninhos femininos.

Adam

___________
 KOSTAKIS, Adam. Anatomia de uma Ideologia da Vitimização [Anatomy of a Victim Ideology] [em linha]. Tradução e introdução de Charlton Heslich Hauer. [S.l.]: Gynocentrism Theory, 2011. Disponível em: <http://gynotheory.blogspot.com/2011/01/anatomy-of-victim-ideology.html>. Acesso em: 17 set. 2016.

Tradução atualizada e revisada em: 17 set. 2016. Republicada nesta data, já que a outra página que continha esta tradução foi excluída pelo blogger por um problema técnico do próprio blogger.

Clique aqui para ler o 6º artigo sobre a Teoria do Ginocentrismo