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quarta-feira, 30 de março de 2011

Vitória da promíscua! Derrota da família!

Por Charlton Heslich Hauer

A vitória de Maria confirmou a intenção que a TV Globo teve desde o início desse BBB 11. Se no BBB de 2010 havia ganhado alguém que, para a mídia, feministas e gays, foi um “ogro”, machista, homofóbico e misógino, mas, que, diferente disso, na verdade foi alguém que tentou resgatar valores e que sentia orgulho em ser heterossexual; alguém que preferiu não ser politicamente correto (praga ocidental de hoje) e fazer o que todos queriam que ele fizesse, como por exemplo, fazer média com gays. No BBB 2011, a TV Globo então agora fez de vencedora alguém que transgrediu todos os valores morais e a ética. Como eu disse no "post" anterior, a DESMARCELIZAÇÃO como maior objetivo da TV Globo chegou ao seu ápice com a vitória dessa coisa [ou qualquer outro brother/sister que fosse campeão(ã) dentre os(as) 4 finalistas].

Comecei a lembrar de uns artigos antigos que li em um site de um amigo meu sobre promiscuidade feminina. Algumas coisas estão vivas em minha mente. Outras, irei incrementar, acrescentar e fazer uma analogia com o tema BBB.

Alguns comentários odiosos em meu artigo anterior só demonstraram o seguinte. Se não partiram de pessoas feministas, então partiram de pessoas alienadas pela “modernidade” (ou pós-modernidade). Alguns comentários foram em defesa da “santa” Maria. O que deixou claro também outra coisa. Apesar de grande parte das mulheres modernas não confessarem, ou que apóiam ou que realmente são promíscuas, as mesmas afirmam sim a vulgaridade e a promiscuidade femininas, mesmo que essas que as defendam não sejam assim.

O que foi que nós vemos nesse BBB com relação à promiscuidade de Maria? Quem foram os brothers que mais rejeitaram a promiscuidade feminina, em comentários ou em atos? Justamente Diogo e Maurício (não estou fazendo comparações entre os dois, muito menos dizendo que os dois são iguais). E quem foram os brothers que mais foram retratados como machistas pelas edições do programa? Novamente, Diogo e Maurício. E vejam qual foi o “maior absurdo” de Maurício! Para as pessoas que se deixaram influenciar pela Rede Globo, o “maior absurdo” do Mau Mau foi ter escolhido não se relacionar com a “santa” Maria. E mesmo que ela fosse realmente uma pessoa digna, ele teria todo direito de não ter se relacionado com a mesma. Atitude que não foi entendida por algumas pessoas. Cheguei a ver um comentário de uma menina num grande site que tratava do tema dizendo o seguinte: “Wesley sim é um homem de verdade. Sabe como tratar uma mulher. Diferente daquele machista do Maurício”. E vi outros tantos comentários semelhantes a esse. O que mostra o quanto nossa sociedade está alienada.

Parece que há um comportamento de manada em algumas mulheres e “falsos homens”. Se algum homem quiser ser rotulado de machista (mantra preferido pelas feministas quando querem atacar), é muito fácil. É só ele, homem, criticar ou não compactuar com o comportamento promíscuo de uma mulher. Pronto! Imediatamente será rotulado de machista. Jargão esse que hoje é colocado quase como se fosse demoníaco. Para a sociedade ocidental, que é feminista, a impressão que temos é que é menos pior um homem ser chamado de criminoso, a ser rotulado de machista. Entrementes, um homem inteligente não deve dar atenção a esse tipo de ataque. Um homem inteligente sabe que quando uma mulher mal-intencionada o chama de machista, na verdade ela está querendo subjugá-lo, reprimi-lo, ter autoridade sobre ele e obrigá-lo a aceitar uma vida de prejuízos. Tudo isso é uma estratégia “dela”.

Alguém duvida do que eu acabei de dizer? Pois então, vejamos. O que aconteceu com o cara que tolerou e compactuou com a promiscuidade e desonestidade da Maria em todo o decorrer do programa? O que aconteceu com o Wesley, ao aceitar uma pessoa desonesta? Não só desonesta com as outras pessoas, mas, com o próprio Wesley? Ele passou o BBB inteiro por frustrações e prejuízos (e só não saiu do programa justamente porque a Globo não quis, pois esse era o jogo da Globo). Afinal, Maria jogou contra ele o tempo inteiro, colocando-o no paredão sem titubear, assim como votando para que ele fosse para a berlinda. Para a “desmarcelização” ser perfeita, o Wesley era o figurante perfeito para a vitória da “coisa”. Um cara que é bonito, musculoso, que tem o status de médico, e que ainda por cima é “bonzinho” e tolera todos os erros e traições de sua “amada”. Era o babaca perfeito para a mulherada e para os planos do Boninho. Mas, não nego que, dos três finalistas, preferia que o Wesley fosse o campeão (como se houvesse a possibilidade disso acontecer).

Existem alguns motivos para muitas mulheres apoiarem a promiscuidade, mesmo que as mesmas não sejam promíscuas. Poderia discorrer sobre esses motivos mas, não vou fazê-lo. É um assunto muito extenso e que não é o foco do post. Mas, posso resumir alguma coisa.

 O maior sentido da promiscuidade feminina é o seguinte: dominação de homens de alto valor social: homens ricos, bonitos, famosos e assediados. A mulher moderna apóia a promiscuidade feminina justamente porque isso lhe traz uma vida de lucros e vantagens. Poucas são as mulheres que realmente possuem caráter e personalidade suficientes para serem contra a promiscuidade e serem “certinhas”. Simplesmente porque agir assim seria renunciar aos benefícios que a promiscuidade traz. E isso é muito difícil em se tratando de mulher moderna.  

O que a Globo fez foi uma idealização da promiscuidade (nós sabemos que para esse pessoal de televisão, quanto pior, melhor). O Pedro “mangina” Bial, ao dizer que toda mulher queria ser igual Maria, foi de uma infelicidade monstruosa. Há mulheres que não pensam assim. Há mulheres que ainda possuem firmeza de caráter e que sabem que a promiscuidade é degradante e desvaloriza a figura feminina. E que os possíveis benefícios trazidos pela promiscuidade não são duráveis nem verdadeiramente relevantes.

Uma das intenções dos que comandam o BBB foi a de iludir as mulheres. De mostrar que a total liberdade sexual é algo benéfico e compensatório. Afinal, a ganhadora levou 1,5 milhão pra casa. Só que a Globo, além de manipular o resultado, não explicou que não é toda hora que se ganha 1,5 mi.  Além disso, todos viram que a Maria tentou usar, insistentemente, seu corpo para conseguir o que quis. Entrementes, nós vimos que, o que a Maria quis (ou fingiu querer, não importa), e que estava independente dos poderes da Globo, ou seja, ficar com o Maurício, isso ela não conseguiu. E tem mais. Infelizmente, mal percebem muitas mulheres que todo o poder sexual da mulher promíscua um dia acaba. Mesmo que ela faça cem cirurgias plásticas, o tempo se encarregará de atenuar e destruir esse poder. E o que sobrará então? A realidade que nós vemos, quase que invariavelmente, em toda mulher que afirmou a promiscuidade como modo de vida... em toda mulher que teve muita fartura afetiva e sexual (é bom lembrar que sexo não é primordial para a mulher, mesmo para a promíscua) foi a de acabar completamente solitária e/ou depressiva. Essas mesmas que acabaram assim, arrependeram-se amargamente de não terem escolhido uma vida mais conservadora, sonhando com a vida que não teve, de muitas mulheres.

No blog da colega Elorie, vi um post seu que me deixou muito contente. O post foi em resposta à monstruosidade que Bial soltou. A de que toda mulher sonhava em ser Maria ou Diana. Vou transcrever aqui parte do texto:

Depois do que Bial disse hoje, só posso deduzir que ele está enlouquecido, pirou, desvairou, finou-se o grande jornalista. Só isso justifica o comentário de Bial que ‘todas as mulheres queriam ser como Diana e Maria’

Vamos pensar... ser como Diana e Maria?

Ser arrogante, ser manipuladora, ser totalmente indecisa quanto a minha posição no mundo... ser amiga de um hoje, inimiga mortal amanhã... Ser vulgar, insegura de mim mesma a ponto de ter que usar meu corpo para conseguir o que quero? E se não consigo, ser vingativa, ser infantil e pueril a ponto de inventar um romance?

Não, Bial... sinto dizer mas não quero ser como Diana ou Maria.

Quero ser como eu mesma. Como sempre fui e como sempre serei, cheia de opinião, ainda que contraditória, cheia de defeitos, de esperanças e sonhos os mais honestos possíveis, daqueles que não demandam machucar um outro para se realizar.

Isso é ser mulher Bial, e se não acredita acho que precisa conviver com algumas de verdade e sair do universo dos reality shows por algum tempo.”


Mais uma vez, parabenizo esse relato!

A você, homem... que compactuou com o comportamento da ganhadora do BBB 11, eu lhe pergunto: - Você relacionar-se-ia seriamente com uma mulher como a Maria? Se a resposta for positiva, só me resta que eu preste a ti meus sinceros pêsames. Seu relacionamento com uma mulher dessas fatalmente ruiria e estaria falido.

A vocês, mulheres... que bom se lessem o relato da colega. Entendessem, e, principalmente, levassem esse pensamento para a vida real. Infelizmente, mulheres que praticam pensamentos como esses nos dias de hoje são tão raras quanto à primeira edição do livro de “O Mundo...” de Schopenhauer.


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