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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Infanticida Criatura Eleitoral de Lula

A criatura eleitoral de Lula tem apresentado enormes dificuldades no decorrer da campanha. Não sabe falar, raciocina com lentidão, trata mal seus entrevistadores, demonstra falta de saúde para a maratona eleitoral. Mas, existe um problema que tem tirado o sono dos seus planejadores eleitorais - a candidata não consegue ter um discurso coerente. São inúmeros temas sobre os quais ela fala uma coisa aqui e outra ali. É como se ela não conseguisse diferenciar aquilo em que acreditou a vida inteira do que lhe manda dizer a cúpula petista, sobretudo o seu criador, na caça ao voto.

O episódio do programa de Governo foi sintomático. O partido entregou a papelada na justiça eleitoral, com a assinatura da candidata, onde, acidentalmente, os lobos mostravam a sua pele de cordeiro. Quando a imprensa divulgou as tentações totalitárias, subrepticiamente colocadas no texto, Dilma afirmou que não assinou, só rubricou (Será que ela acha que rubrica é uma assinatura com 90% de desconto? Santo Deus!). O fato é que tem sido difícil esconder as verdadeiras, digamos assim, ideias da candidata.

É o caso de um dos temas mais explosivos (e permanentes) das campanhas presidenciais - o aborto. Aqui, também, as convicções da petista são capazes de causar alvoroço no seu "Quartel General" e, por isso mesmo, devem ser camufladas na campanha, afinal, a esmagadora maioria do povo brasileiro é contra a legalização desse tipo de prática.

Numa de suas entrevistas à revista IstoÉ, a candidata afirma, claramente, que o aborto é uma questão de saúde pública e não de foro íntimo; que inúmeras mulheres mais pobres morrem tentando fazer o aborto com métodos perigosos (ao contrário de mulheres com condições financeiras) e que, em função disso, o Governo tem que oferecer esse "serviço" a quem estiver precisando ou querendo.

A obsessão abortista da esquerda é um fenômeno verificado no mundo inteiro. Todas as legislações em favor do aborto em redor do mundo contaram com o empenho decisivo desses humanistas de cemitério. Os argumentos para a monstruosidade são, basicamente, dois: a) o corpo é da mulher e ela tem o direito de usá-lo como bem quiser; b) é melhor o poder público oferecer o 'serviço' do que uma infinidade de mulheres (pobres) morrerem tentando abortar.

Prometo voltar à primeira questão em outra oportunidade, mas em relação à segunda quero dizer que se trata de um engodo. O número de mortes em consequência de tentativas de aborto nunca foi uma questão de saúde pública no nosso país.

Os militantes abortistas, sejam eles políticos de esquerda, profissionais da saúde, pesquisadores, artistas e amplos setores da imprensa, vivem a desfilar números hiperbólicos sem dizer de onde os tiraram. Uns dizem que 70 mil mulheres morrem anualmente em consequência de abortos mal feitos. Outros afirmam que ocorre 1 milhão de abortos clandestinos no país. Alguns, ainda, elevam o número para 1,4 milhão. Como diria o distintíssimo Padre Quevedo - Isto é mentira.

Segundo dados do Datasus, à disposição de todo e qualquer cidadão no site do Ministério da Saúde, o número de mortes por complicações de abortos mal feitos no ano de 2007 foi de 07 mulheres, isto mesmo, sete! Entre 1996 e 2007 morreram, pelo mesmo motivo, 122 mulheres, o que dá uma média de 10 mulheres por ano. Sabemos, entretanto, que se houvesse o registro de apenas 01 morte deveríamos lamentar, mas dizer que tal estatística é um problema de saúde pública! Não, os infanticidas terão que inventar outros argumentos.

É por esse motivo que o bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, lançou uma nota em que abriu uma campanha contra os candidatos favoráveis ao aborto, com destaque especial à candidata petista Dilma Roussef. O prelado fez o que a CNBB deveria fazer, divulgar os nomes dos abortistas e orientar os católicos para que evitem votar nessas figuras. Caso contrário, eles acabarão eleitos e totalmente à vontade para fazer o "serviço".

Autor: Rodorval Ramalho (exceto o título).